sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Encerrando Ciclos . . .
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Meu aniversário . . .
Como você sabe, está chegando novamente a data de meu aniversário. Todos os anos fazem festa em minha honra e creio que este ano acontecerá a mesma coisa.
Nesses dias as pessoas fazem muitas compras, o rádio e a TV fazem centenas de anúncios. Por todo canto não se fala de outra coisa a não ser dos preparativos para o grande dia.
É bom saber que ao menos um dia por ano, algumas pessoas pensam um pouco em mim. Como você sabe, há muitos anos começaram a festejar meu aniversário.
No começo, pareciam compreender e agradecer o que fiz por eles, mas hoje em dia, ninguém sabe por que razão o celebram.
As pessoas se reúnem e se divertem muito, mas não sabem do que se trata...
Estou me lembrando do ano passado: ao chegar o dia do meu aniversário, fizeram uma grande festa em minha honra. Havia coisas deliciosas na mesa, tudo estava decorado e havia muitos presentes... mas sabe de uma coisa?
Não me convidaram!
Eu era o convidado de honra e ninguém se lembrou de me convidar!
A festa era para mim e quando chegou o grande dia, fecharam a porta na minha cara.
Bem que eu queria partilhar a mesa com eles...
A verdade não me surpreendeu porque, nos últimos anos, muitos me fecham a porta.
Como não me convidaram, ocorreu-me entrar sem fazer ruído, entrei e fiquei num cantinho.
Estavam todos brindando, alguns já estavam embriagados, contando piadas, rindo, divertindo-se.
Aí chegou um velho gordo, vestido de vermelho, com barba branca e gritando: ho! ho! ho!. Parecia ter bebido demais...
Deixou-se cair pesadamente numa cadeira e todos correram para ele dizendo: Papai Noel! Papai Noel! – como se a festa fosse para ele!
Quando chegou meia-noite, todos começaram a abraçar-se. Eu estendi meus braços esperando que alguém me abraçasse...
Quer saber?
Ninguém me abraçou.
De repente, todos começaram a entregar presentes, um a um, os pacotes foram sendo abertos. Cheguei perto para ver se, por acaso, havia algum para mim – nada! O que você sentiria se no dia de seu aniversário todos se presenteassem e não dessem nenhum presente para você?
Compreendi, então, que estava sobrando na festa...
Saí sem fazer barulho, fechei a porta, fui embora...
Cada ano que passa é pior: as pessoas só se lembram da ceia, dos presentes, das festas...
De mim ninguém se lembra.
Gostaria que, neste Natal, você me permitisse entrar na sua vida, reconhecendo que há mais de dois mil anos vim ao mundo para lhe dar minha vida na cruz e, assim, poder salvar você...
Hoje só quero que acredites nisso com todo seu coração... “
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16
Vou dizer-lhe uma coisa Já que muitos não me convidam para a festa que fazem, vou fazer minha própria festa – uma festa grandiosa como ninguém jamais fez, uma festa espetacular. Estou nos últimos preparativos e expedindo os convites.
Este é especial para você.
Só quero que você me diga se quer vir: reservarei um lugar para você e incluirei seu nome na lista dos que confirmaram...
Os que não aceitarem, ficarão de fora.
Prepare-se porque quando tudo estiver pronto, quando menos se esperar, darei minha grande festa.
Muitos serão os convidados, mas poucos serão os escolhidos”, sabe por que?
Porque poucos aceitarão o convite!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Efêmero
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos. E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós.
Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.
Letícia Thompson

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional!
No primeiro dia de aulas o professor apresentou-se e desafiou-nos a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave me tocou no ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim, com um sorriso que iluminava todo o seu ser.
Ela disse:
- Olá menina, chamo-me Rosa.
Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso dar-te um abraço?
Eu ri, e respondi entusiasticamente:
- É claro que pode!
- Por que razão está na faculdade em tão tenra e inocente idade? - Perguntei.
Ela respondeu brincalhona:
- Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.
- Está a brincar – disse eu.
Eu estava curiosa para saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:
- Eu sempre sonhei em ter um curso universitário, e agora tenho a possibilidade de ter um!
No final da aula, caminhámos para a cantina dos estudantes, e bebemos um café. Ficámos amigas.
Todos os dias nos juntávamos nas aulas e falávamos sem parar.
Eu ficava sempre extasiada a ouvir aquela "máquina do tempo" compartilhar a sua experiência e sabedoria comigo.
No decurso de um ano, Rosa tornou-se um ícone na Universidade, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse.
Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros colegas de estudo.
Rosa estava a viver a vida!
No final do semestre convidámos a Rosa para falar no nosso jantar de final de aulas.
Jamais esquecerei o que ela nos ensinou. Foi apresentada e aproximou-se do pódio. Quando começou a ler o texto que tinha preparado, deixou cair três das cinco folhas no chão.
Frustrada e um pouco embaraçada pegou no microfone e disse simplesmente:
- Desculpem-me estou tão nervosa! Deixei de beber por causa da Quaresma, e este uísque está a matar-me! Não vou conseguir colocar os papéis em ordem de novo, então vou apenas falar-vos sobre aquilo que eu sei.
Enquanto nos ríamos, Rosa bebeu um golo de água e começou:
- Nós não paramos de amar porque ficamos velhos; nós ficamos velhos porque paramos de amar. Existem somente quatro segredos para se continuar jovem, feliz e com sucesso.
1 – Rir e encontrar humor em cada dia.
2 - Ter um sonho. Quando se deixa de sonhar, morre-se. Há tantas pessoas por aí que estão mortas e nem desconfiam!
3 - Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer.
Quando se tem dezanove anos de idade e fica deitado na cama durante um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer nada, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um consegue ficar mais velho. Isso não exige talento nem habilidade. A ideia é crescer através de sempre encontrar oportunidade na novidade. Para isto não precisa de nenhum talento ou habilidade. A ideia é crescer sempre encontrando a oportunidade de mudar. Não tenha remorsos.
4 - Os velhos geralmente não se arrependem daquilo que fizeram, mas sim daquilo que deixaram de fazer. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas que têm remorsos.
Rosa concluiu o seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".
Desafiou cada um de nós a estudar poesia e vivê-la na vida diária. No final do ano a Rosa terminou o último ano da faculdade que começou há 4 anos atrás.
Uma semana depois da formatura, Rosa morreu tranquilamente no seu sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através do seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Deus sabe o que é melhor . . .
"Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos". (J.Campbell)
Para uns, a jornada é curta e agradável. Para outros, a jornada é acidentada, e em alguns momentos, dá vontade de desistir... Ao contrário do que você pensa, é nesses momentos que algo muito maior está acontecendo. Estamos aqui para aprender, não para sofrer... Abandone o passado... desbloqueie sua paralisia afetiva.
À medida que ganhamos experiências, um pouco mais nos é revelado. Abra-se!
Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito. A vida vai dando coisas com que você consegue lidar, conforme você vai aprendendo a lidar com elas. É assim que a vida funciona. Avançamos no caminho através dos relacionamentos.
Deepak Chopra escreveu:
"Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento." Repare: Nada é por acaso. Nós nos colocamos em uma espécie de "trilha", que sempre esteve aí, o tempo todo, à sua espera. Você elegeu seu destino. A vida que você tem que viver é essa mesma.
"Você não consegue mudar o que não consegue encarar". (James Baldwin)
Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar, neste momento. Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará. Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando. Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhecê-la. A cada momento, cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se tornar.
Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam. E ainda há muito a aprender sobre AMOR...
Ainda há muito a ser realizado. Apesar de muitos problemas, há Esperança, Fé, Alegria, há o AMOR... Deus sabe de tudo que nos é necessário para evoluir, antes mesmo de nós!
"Obrigado, Deus, por me amar o suficiente e permitir que me aconteça somente aquilo com que eu consigo lidar, quando acontece. Obrigado por quem eu me tornarei através de tudo que me acontece".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O que eu tenho não me pertence . . .
O que eu tenho não me pertence, embora faça parte de mim. Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo Criador para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida. Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Há muito o que dar e o que receber; há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas.
Tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que aconteceu por uma razão precisa.
E não se lamente pelo ocorrido; além de não servir de nada reclamar, isso vai te vendar os olhos, dificultando assim, continuar seu caminho.
Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início. Nem sempre as pessoas nos ferem voluntariamente. Muitas vezes somos nós que nos sentimos feridos e a pessoa nem mesmo percebeu; e nos sentimos decepcionados porque aquela pessoa não correspondeu às nossas expectativas. E sabemos lá quais eram as nossas expectativas.
Decepcionamo-nos e decepcionamos outras pessoas também. Mas, claro, é bem mais fácil pensar nas coisas que nos atingem. Quando alguém te disser que te magoou sem intenção, acredite nela! Vai te fazer bem. Assim, talvez, ela poderá entender quando você, sinceramente, disser que "foi sem querer". Dê de você mesmo o quanto puder! Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui.
Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo para a reconciliação, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo. Seja uma bênção a todos que o cercam! Deus não vem em pessoa para abençoar, Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão. Todos nós podemos ser Anjos. A eternidade está em nossas mãos.
Viva de maneira honrada, para que quando envelhecer, você possa falar só coisas boas do passado e sentir assim, prazer uma segunda vez ... e ter a certeza de que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de te encontrar.

domingo, 4 de dezembro de 2011
Mini tolotréia do 38º Mini TLC
Na sexta-feira dia 02 de dezembro, aconteceu a Mini tolotréia para os cursistas de Santa Cruz que fizeram o 38º Mini TLC da diocese de ourinhos e foranias de Piraju e Santa Cruz do Rio Pardo.
Começamos com a nossa animação, fizemos a nossa oração inicial e depois abrimos espaço para que os cursistas nos contassem como foi a sua primeira semana como Mini TLCista, o que mudou e se já haviam enfrentado alguma provação nessa semana.
Depois que todos os cursistas falaram abrimos o espaço para que algumas pessoas que trabalharam no encontro ou que fazem parte de nossa família pudessem dar o seu recado para os novos Mini TLCistas e depois partimos para os comes e bebes.
A Mini tolotreia foi muito especial, e além dos cursistas, contamos também com a presença de alguns país que fizeram questão de acompanhar seus filhos.
Que vocês nunca desistam de lutar para serem jovens diferentes e que não se esqueçam que a comunidade Mini TLC estará sempre de portas abertas para vocês.
Cada vez mais, SEMPRE MAIS ALTO! ;)
Cada vez mais, SEMPRE MAIS ALTO! ;)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Estamos com fome de amor!
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabor

quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Tive fome e me deste de comer . . .
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência: Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente. Ao entrar, dirige-se a um homem no balcão: Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho. Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo.
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua, para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá.
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada. A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades.
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar: Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim, olha, o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer. Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho. Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas.
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório. Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada. Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias. Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso. Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores.
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho. Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando.
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres. Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar.
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta. Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula. Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro. Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno.
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço.
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista.
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um. Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido.
Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma.. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Quem nos separará do amor de Cristo? (Rm 8, 35)
No domingo dia 27 de novembro aconteceu a chegada para os cursistas de santa cruz, que fizeram o 38º Mini TLC das foranias de Santa Cruz e Piraju. A chegada foi simplesmente linda, graças a colaboração de todos.
Que vocês cursistas nunca se esqueçam de que o amor que Deus tem por vocês é maior que tudo nessa vida e que nada nem ninguém poderá separa-los desse amor, SEMPRE MAIS ALTO!
Gritos, rumores de guerra, uma angústia sem fim.
O que acontece com a terra?
A natureza caminha ao fim, o homem perde a razão
Ganância, violência, prostituição
O mal vence o bem, justiça não tem
Muitos distantes de Deus
O amor diminui cada vez mais, filhos matam os pais
A frieza tomou conta do coração
Pra onde fugir? pra onde correr? Quem irá nos socorrer?
Terá salvação para a geração onde estamos eu e você?
Eu te digo que sim, para aqueles que sabem viver, para aqueles que não fazem sofrer.
Pois o amor é maior do que tudo que há, se nos unirmos em Deus, o amor vencerá.
E do amor nada pode nos separar.
Pois a amor vem do céu e lá vamos morar.
Nem tribulação, angustia ou perseguição
Nem fome, nudez, perigo ou espada
Nem a morte nem a vida, nem anjos nem principados
Nem o presente, nem o futuro e nem o poder
Nem a altura ou a profundidade, nem qualquer criatura
Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em cristo Jesus!

sábado, 26 de novembro de 2011
Fala sério! É proibido ser diferente!?
Na sexta feira dia 25 de Novembro, recebemos em nossa comunidade o Gabriel para falar um pouco sobre o tema "Fala sério! É proibido ser diferente!?" e nos fazer pensar como estramos vivendo nossa vida de jovens cristãos.
Cada vez mais os jovens estão sendo levados por aquilo que a sociedade os impõe, grande responsável por esse arrastão em massa é a mídia que dita o que eles devem ou não fazer perante o público. Podemos citar algumas drogas como o cigarro e o álcool, que são levados como normalidade a todos os que estão recebendo esse tipo de informação. Além disso, há outros caminhos danosos, como a prostituição e o mau uso da internet que também são levados a margens e muitas vezes são mascaradas pela mídia maliciosa que nos impõe subliminarmente os conceitos a serem seguidos.
Mas o mais importante é entendermos como estamos acolhendo todo esse tipo de informação, e tentar nos esquivar dessa onda, é claro que somos todos pecadores e caímos muitas vezes e vamos continuar a cair, mas o mais importante e reconhecermos que estamos errados e nos reconciliarmos com Deus através da confissão e da Eucaristia.
Eu gosto de dizer que, para sermos verdadeiros cristãos nós temos que ter como base um tripé na nossa vida que é: “Palavra de Deus (Bíblia)”, “Eucaristia” e o “Ato Concreto”, aonde a palavra de Deus vem para nos instruir e compreender o que Deus quer de nós e da nossa vida, compreendendo o que Deus nos revela, partimos para a união com o próprio Deus através da eucaristia onde nós nos tornamos um só em cristo e cristo um em nós, assim também há um trecho na palavra que diz (Thiago 2, 17) “Assim também a fé: Se não tiver obras, é morta em si mesma”. Nós jovens cristão devemos partir da teoria para a prática, pois de nada adiante ficarmos parados enquanto outras pessoas precisam da nossa ajuda e muitas das vezes somente necessitam do nosso afeto ou carinho.
Mas não pense que fazer tudo isso era nos privar de fazer aquilo que gostamos, podemos sim fazer tudo o que quisermos , posso ir a festas, posso sair, basta você lembrar que você é o templo do espirito santo e que sua dignidade está acima de qualquer coisa. Se você ainda estiver com dúvidas basta você fazer a seguinte pergunta: “Será que o que faço agrada a Deus?”. Com certeza a resposta estará em seu coração, pois é lá que Deus te chama.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O Cheiro da chuva . . .
O vento frio dançava atrás da janela de um hospital em Dallas, quando um médico entrou no pequeno quarto no qual estava Diana Blessing, recuperando-se depois da cirurgia. O marido dela segurava em sua mão, quando com medo esperavam as notícias.
Naquela tarde, 10 de março de 1991, as complicações obrigaram a Diana, que estava apenas na 24 semana da gravidez, submeter-se a uma cesária, para trazer ao mundo sua filhinha Dana Lu Blessing.
Os pais estavam conscientes, que sua filhinha de 30,5 centímetros e 708 gramas de peso nasceu perigosamente cedo demais, porém as palavras do médico continuavam à machucá-los: “Não me parece que existam chances dela sobreviver” – disse o mais delicadamente possível - “Existe somente 10% de possibilidade
que ela sobreviva esta noite e mesmo que
milagrosamente sobreviva, o futuro dela poderá ser
muito cruel”.
Paralisados com a afirmação, David e Diana ouviram o médico que descrevia os problemas que a menina irá enfrentar, caso sobreviva: “Ela nunca poderá andar, falar, provavelmente vai ser cega e terá mais problemas, como paralisia cerebral e outros.”
Diana o ouvia falar, porém não concordava.
Ela e o marido David, junto com o seu filhinho Dustin, há muito tempo sonhavam que um dia
Dana passaria a fazer parte de sua família.
Mas agora, o sonho deles distanciava-se cada vez mais.
Porém com o passar dos dias, outras preocupações atormentavam Diana e David.
Foi descoberto que o sistema nervoso da Dana ficou imaturo e o mais suave beijo ou gesto poderiam causar a ela um sofrimento, então os pais não poderiam nem balançar a menininha quando ela fosse mamar no peito e fortalecê-la com o amor deles. Tudo o que seria possível fazer enquanto a menina lutava pela vida sobre os recursos da medicina, seria rezar para que Deus estivesse bem perto da pequena filhinha.
Chegavam momentos em que parecia que Dana de repente ganhava forças.
Mas quando passavam as semanas, eram somente algumas gramas e poucas quantidades de força.
Finalmente, quando Dana já tinha 2 meses, seus pais puderam pegá-la nos braços pela primeira vez. Depois de dois meses, mesmo os médicos continuando de forma delicada a advertir que tudo isto eram somente possibilidades pouco duradouras e que a menina nunca teria uma vida normal, Dana saiu do hospital com seus pais, que como sempre desejaram, levaram-na para casa.
Cinco anos mais tarde, Dana era pequena, porém
uma esperta menina com os olhos brilhantes e com
uma enorme vontade de viver.
Ela não demonstrava nenhum sinal de fraqueza psíquica ou física.
Ela era simplesmente tudo aquilo que poderia ser uma pequena menina...E mais. Porém aqui ainda não termina esta história.
Numa tarde do verão de 1996, Dana estava sentada no colo da mamãe num parque perto de casa (Irving, Texas), onde seu irmão Dustin treinava futebol junto com os colegas.
Como sempre, ela falava sem parar com sua mamãe e com outras pessoas, quando de repente, ficou calada. Aconchegando-se na mamãe, a pequena Dana perguntou: “Vocês sentem isso?”
Diana sentindo no ar a vinda de uma tempestade,
respondeu: “Sim, cheira à chuva que já está vindo”.
Dana fechou os olhos e perguntou outra vez: “Vocês sentem isso?”
Outra vez a mãe dela respondeu: “Parece que logo ficaremos molhados, pois cheira à chuva”.
Dana, silenciou um momento, mexeu a cabeça e acariciou sua mamãe com suas pequeninas mãos e em voz alta declarou:
“Não, cheira igual a Ele, cheira como Jesus, quando você coloca a cabeça no seu peito”.
As lágrimas surgiram nos olhos de Diana, quando Dana alegremente pulou do banco, para brincar com outras crianças.
As palavras da filha confirmaram isso, do que Diana e outras pessoas mais próximas não tiveram dúvida alguma, desde o início, bem no fundo de seus corações.
Durante esses longos dias e longas noites nos primeiros dois meses de sua vida, quando os seus nervos estavam muito delicados para que se tocassem nela, Jesus, filho de Deus, acariciava Dana no seu peito e de seu cheiro e do seu amor, Dana lembrava-se muito bem.

terça-feira, 22 de novembro de 2011
O ponto negro
Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.
Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.
O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

domingo, 20 de novembro de 2011
Olhe para a porta certa!
Se você colocar um falcão em um cercado de um m2 e inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de suas habilidades de vôo, será prisioneiro.
A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra.
Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e pelo resto de sua vida permanecerá prisioneiro nesta cela sem tela.
O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado.
Se for colocado num piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer será andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.
Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido.
Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo.Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do vidro.
Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima.
Se você está como o zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima! Olhe para o criador e você encontrará a porta certa!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011
É teu este momento de adoração . . .
Na ultima sexta feira, dia 21, realizamos em nossa comunidade um momento de entrega e adoração em intenção ao Mini TLC de Santa Cruz que irá acontecer nesse final de semana.
Foi um momento muito lindo, onde pudemos sentir a presença de Jesus pertinho de nós, acalmarmos os nossos corações e nos entregar inteiramente nos braços do pai para fazer de nossa vida a sua vontade.
Foi um momento muito lindo, onde pudemos sentir a presença de Jesus pertinho de nós, acalmarmos os nossos corações e nos entregar inteiramente nos braços do pai para fazer de nossa vida a sua vontade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A perfeição de Deus . . .
No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum..
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
- Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que Deus faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não se pode lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus? '
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
- Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.
- Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me: - Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar.
O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse: - Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava, acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três.
No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro.
Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu.
Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.
Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.
O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira.
Nunca na sua vida ele tinha corrido... mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo.
Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo mundo gritou:
- Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.
Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária
colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram: - Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando: - Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
- Naquele dia - disse o pai, com lágrimas caindo sobre face - aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!
O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo causa-nos tanta estranheza! Todos precisamos parar alguns momentos para pensar naquilo que é realmente importante na vida.
A amizade e a solidariedade e o amor ao próximo jamais sairão de moda.
Basta querermos!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sabor e sentido . . .
Todos
aqueles que
já partiram e todos
aqueles
que ainda nascerão.
Esta existência terrena é como
a leve brisa
que mal chegou
e já passa. Não convém que
nos apeguemos
a ela em demasia.
Vidas que,
feito nuvens passageiras,
a brisa do tempo
desmancha.
Os avós dos
teus bisavós,
como se chamavam? Os netos dos
teus bisnetos,
quantos serão?
Do bolo do tempo, não mais
do que uma fina fatia nos é destinada.
Após as poucas décadas de nossa existência terrena, seremos chamados a partir
– como todos aqueles que nos antecederam. Diante da eternidade,
quão insignificante e diminuta a fatia.
Oitenta anos
– um sopro, uma migalha...A vida não passa de um instante,
mas basta este instante para
empreendermos coisas eternas.
De todos os mistérios que
nos acompanham e assombram
durante a nossa caminhada terrena, talvez o mais instigante seja
o mistério da duração da vida terrena.Uns passam dos cem anos de idade,
enquanto outros não chegam aos quarenta. A única certeza é a de que todos nós,
mais cedo ou mais tarde,
um dia partiremos.
Ninguém sabe o dia, a hora, ou a circunstância
em que será convocado a deixar para trás
esta morada terrena.Fazemos nossos planos,
sem saber quanto tempo ainda nos resta. A única certeza é a fragilidade e a impermanência da existência terrena.
Existem os bens
do mundo, e existem
os ornamentos
da alma. A nossa caminhada terrena somente terá
sabor e sentido
se aproveitarmos
os nossos dias e
as nossas noites
para acumular
bens eternos.Os bens materiais acumulados serão deixados para trás
por ocasião da nossa morte física.Os nossos bens verdadeiros são
os bens imateriais,
que acompanham
a alma mesmo
após a partida deste plano terrestre.
A Justiça,
a Bondade,
a Caridade,
a Compaixão
e a Retidão,
o Amor e
o Perdão, a Pureza de Coração, As virtudes
do coração,
a dignidade
da alma, que embelezam
e que conferem
sabor e sentido
para a nossa existência.

sábado, 12 de novembro de 2011
Gincana :D
No dia 11 de Novembro fizemos uma reunião mais descontraída, onde realizamos uma gincana, dividindo os participantes em dois grupos.
Na primeira prova, os grupos receberam uma folha com várias perguntas de raciocínio lógico e tinham vinte munutos para responde-las, cada pergunta vália cinco pontos.
A segunda prova era um jogo de mimica, onde um por um os participantes iam a frente, sorteavam um tema (Filme, lugar, animal, coisa ou fruta) e tinham que fazer mimicas para que o seu grupo adivinhasse o que era.
Foi uma reunião bem divertida, esperamos que todos tenham gostado (:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Já provou de Jesus?
Na Universidade de Chicago “ Divinity School”, em cada
ano, eles têm o que chamam de “ Dia Batista”. Nesse dia cada um deve trazer um prato de comida e há um
pic-nic no gramado.
Sempre, no “Dia Batista”, a escola convida uma das grandes
mentes da literatura no meio educacional teológico para dar
uma palestra.
Num ano eles convidaram o Dr. Paul Tillich.
Dr. Tillich falou durante 2 horas e meia,
provando que a ressurreição de Jesus era falsa.
Ele questionava estudiosos e livros e concluiu
que, a partir do momento que não havia provas
históricas da ressurreição, a tradição religiosa da
igreja caía por terra, porque era baseada num
relacionamento com um Jesus que havia ressurgido,
mas de fato, Ele nunca havia ressurgido
literalmente dos mortos.
Quando concluiu sua teoria, ele perguntou
se havia alguma pergunta.
Depois de uns 30 segundos, um senhor negro de cabelos brancos
se levantou no fundo do auditório: “Dr. Tillich, eu tenho uma pergunta”- ele disse enquanto
todos os olhos se voltavam para ele.
Ele colocou a mão
na sua sacola, pegou uma maçã e começou a comer: “ Dr. Tillich... Crunch, Munch... Minha pergunta é uma questão
muito simples... Crunch, Munch... Eu nunca li tantos livros
como o senhor leu... Crunch, Munch... E também não posso recitar
as escrituras no original grego...
Crunch, Munch... Eu não sei nada sobre Niebuhr e Heidegger...
Crunch, Munch... E ele acabou de comer a maçã. Mas tudo o
que eu gostaria
de saber é: essa
maçã que eu
acabei de comer...
estava doce ou azeda?”
Dr. Tillich parou por um momento e respondeu com
todo o estilo de um estudioso:
“Eu não tenho possibilidades de responder essa questão,
pois eu não provei a sua maçã.”
O senhor de cabelos brancos jogou o que restou da maçã dentro
do saco de papel, olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente:
“ O senhor também
nunca provou do meu
Jesus.Como pode
afirmar o que está
dizendo?”
Mais de 1000 pessoas que estavam assistindo não puderam
se conter.O auditório se ergueu em aplausos.
Dr. Tillich agradeceu a plateia e rapidamente deixou o palco.
Você já provou Jesus?
“ Prove e veja que o Senhor é bom.
Feliz do homem que Nele se refugia.” Salmo 34:8

terça-feira, 8 de novembro de 2011
Vida e futebol!
Eu gostaria que sua vida fosse como um bom jogo de futebol!
Que você possa driblar todas as tristezas e matar no peito todas as angústias.
Que você possa mostrar cartão amarelo para a mentira e a falsidade.
Mostrar cartão vermelho com coragem, para os seus medos.
Que você possa mandar pra lateral, pessoas que são falsas e se tiver uma derrota, que te sirva de lição, sem deixar revolta.
Que você possa chutar para escanteio as más amizades e não cometer nenhuma falta com seus adversários ou amigos.
Que você possa ter força e coragem no ataque para seguir em frente e ter na defesa, calma e simplicidade para que não te machuquem.
Que você possa fazer belíssimos gols, conquistar e comemorar verdadeiras e leais amizades.
E que possa jogar bem, realizar-se e ser um verdadeiro campeão na vida.
Mas principalmente, que você possa fazer lindas jogadas de paz e amor e comemorar muito!
Porque os verdadeiros e leais amigos, com certeza, estarão na arquibancada te aplaudindo muito!

domingo, 6 de novembro de 2011
Não quero a minha vida igual a tudo que se vê!
Na primeira sexta feira do mês de novembro, dia 04, quem fez a nossa reunião foi o nosso querido Wellington, que participa da nossa comunidade desde quando fez o 35º Mini TLC.
Well nos contou como ele era antes e o que mudou a após ele começar a fazer parte de uma comunidade e assumir amissão de ser um jovem diferente dos demais.
Ele disse que ama muito a comunidade do Mini TLC e que não a troca por nada!
Wellington, tenha certeza de que você é muito importante para nossa comunidade e que ela precisa muito de você e de seu carisma (:

sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Cristais de água
Masaru Emoto, cientista japonês, demonstrou como o efeito de determinados sons, palavras, pensamentos, sentimentos alteram a estrutura molecular da água.
A técnica consiste em expor a água a esses agentes, congelá-la e depois fotografar os cristais que se formam com o congelamento.
Molécula de água na nascente
Molécula de aguá em um rio poluído
Molécula de água exposta à energia do som da Ária para corda em Sol, de Bach
A mesma molécula de água exposta ao som de um ROCK HEAVY METAL
Molécula de água exposta ao som de um muito obrigado
Molécula de água exposta ao som de uma ameaça de morte
Molécula de água exposta ao som da voz de Adolph Hitler
Pastorais de Bethoven
Nós, seres humanos, somos compostos de 70% de água!
Se um simples obrigado muda uma molécula de água, imaginem o que uma prece, palavras de amor, fraternidade, encorajamento, amizade, podem fazer percorrendo nosso corpo carregado de água. Se acontece fora do nosso corpo, ocorrerá dentro dele também, cada vez que agirmos com amor e retidão!
Mas convém lembrar que o inverso também ocorrerá com palavras ou sentimentos de ódio, inveja, vingança, etc. E é com isso que a gente pode adoecer, com água carregada de energia má e destrutiva. Muitas doenças começam a partir de nós! Contudo, se quisermos, tudo acabará a partir de nós também!
Assim sendo, se água poluída faz mal à saúde, pensamentos e palavras ruins também o fazem!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Entrevista com Deus . . .
Sonhei que eu tinha uma entrevista com Deus.
"Então você gostaria de me entrevistar?" Deus perguntou.
"Se você tiver tempo", eu disse.
Deus sorriu: "Meu tempo é a eternidade; que perguntas você tem em mente para me fazer?"
"O que na humanidade mais surpreende você?"
Deus respondeu: "Que eles ficam entediados com a infância, se apressam em crescer e depois desejam ser crianças novamente. Que eles perdem sua saúde para ganhar dinheiro e em seguida perdem o dinheiro para recuperar sua saúde. Que eles pensam ansiosamente sobre o futuro e se esquecem de viver o presente, de tal forma que não vivem nem o presente nem o futuro. Que eles vivem suas vidas como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.”
As mãos de Deus tocaram as minhas, ficamos em silêncio por um momento e então eu perguntei: "Sendo um pai, quais lições de vida você quer que seus filhos aprendam?”
Deus respondeu com um sorriso: "Aprendam que eles não podem fazer ninguém os amar. O que eles podem fazer é se deixarem ser amados. Aprendam que o que é mais valioso não é o que eles têm em suas vidas, mas quem eles têm em suas vidas. Aprendam que não é bom compararem-se uns aos outros. Aprendam que uma pessoa rica não é aquela que tem o máximo, mas sim aquela que precisa do mínimo. Aprendam que leva apenas uns poucos segundos para abrir feridas profundas na pessoa que se ama, e que pode levar muitos anos para curá-las. Aprendam a perdoar praticando o perdão.
Aprendam que existem muitas pessoas que as amam encarecidamente, mas simplesmente não sabem como expressar ou mostrar seus sentimentos. Aprendam que dinheiro pode comprar tudo exceto a FELICIDADE! Aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la de maneira diferente. Aprendam que nem sempre é suficiente ser perdoado pelos outros, mas que eles devem perdoar a sí mesmos. E aprendam que eu estou aqui sempre.”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011
E eu gosto tanto de você!
Eu acho que a gente vive tão mal, que às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso aconteceu uma vez na minha vida.
Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. Minha irmã mais nova, cheia de vida, de repente não existe mais.
Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso: a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.
Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim, se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.
Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá. E eu descobri com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante, que é especial.
O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos. Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem cinco minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.
Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim, e gostaria de ficar ao lado de quem você ama.
Viver o cristianismo é fazer a dinâmica da última ceia todos os dias. Viva como se fosse o último dia da sua vida; viva como se fosse a última oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.
E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.
“Não sei por que você se foi, quantas saudades eu senti. E de tristezas vou viver, aquele adeus não pude dar. Você marcou na minha vida, viveu, morreu na minha história. Chego a ter medo do futuro e da solidão que em minha porta bate. E eu! Gostava tanto de você, gostava tanto de você.
Eu corro, fujo desta sombra. Em sonho vejo este passado, e na parede do meu quarto, ainda está o seu retrato. Não quero ver pra não lembrar, pensei até em me mudar. Lugar qualquer que não exista o pensamento em você. E eu! Gostava tanto de você, Gostava tanto de você. Gostava tanto de você! Gostava tanto de você!”
Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento, tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair.
Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia.
Já que o passado é coisa do inferno, e a gente não está no passado, muito menos no inferno, resta a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais. Quem sabe cantando pra ela nesse momento, se ela está ao seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história: Ao invés de dizer que gostava diga que gosta!
Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!
“E EU GOSTO TANTO DE VOCÊ, GOSTO TANTO DE VOCÊ!”
Padre Fábio de Melo

sábado, 29 de outubro de 2011
Pois é o meu amor que cura a sua dor . . .
No dia 28, na nossa ultima reunião do mês de outubro, foi o grupo três que preparou a reunião da nossa comunidade. Esse grupo era composto pelo Wellington, amanda, Luiz Guilherme, Bruna, Artur e Douglas.
Começamos com a animação e oração inicial dentro do salão e depois nos dirigimos para a capela, onde o momento se iniciou com um encenação de Jesus carregando a cruz e sendo chicoteado por dois soldados e ao final colocado na cruz.
Depois a bruna nos falou um pouco sobre a morte de Jesus e que muitas vezes nos esquecemos que for por nós que ele fez isso, Luiz Guilherme também nos dirigiu algumas palavras e pediu para que Wellington contasse algo que havia acontecido com ele naquele dia.
Wellington nos contou que a cruz que iriam utilizar na reunião estava em sua casa e ele tinha que leva-lá até a capela, ele pensou em pedir pro seu pai leva-lo mais sabia que ele estava cansado, tinha acabado de chegar do serviço, então resolveu trazer a cruz a pé.
Ele colocou a cruz nas costas e veio da casa dele (que fica um pra frente do ginásio de esportes) até a capela com ela nas costas. Ele disse que no caminho um senhor insistiu pra que ele deixasse ele o ajudar a carregar a cruz mas ele não aceitou e carregou a cruz até o fim. Ele disse que seus braços doeram muito e chegou muito cansado.
Luiz guilherme nos fez pensar que se pra trazer a cruz de sua casa até a capela o Wellington já sentiu muitas dores e chegou exausto, imagine Jesus que carregou uma cruz muito mais pesada, por um caminho muito mais longo, e ainda recebeu chicotadas, tapas e caiu? Ele pediu então para que quem sentisse vontade, fosse abraçar Jesus que permanecia na cruz, representado pelo Douglas.
Por fim, foi feito um breve momento de adoração onde todos se dirigiram até o altar para ficar mais perto de Jesus sacramentado.
Foi uma reunião muito linda, parabéns a todos do Grupo três e muito obrigado!
Muito obrigado a todos os grupos que se dedicaram e organizaram as reuniões das ultimas três semanas em nossa comunidade. Que Deus os abençoe e ilumine muito as suas vidas!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A santa ceia
Diz uma lenda referente à pintura da Santa Ceia, ou “Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos”:
Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade: Precisava pintar o bem na imagem de Jesus, e o mal na figura de Judas, o amigo que resolvera traí-lo durante o jantar. Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.
Certo dia, enquanto assistia a um coral, viu em um dos rapazes a imagem perfeita de Cristo. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.
Passaram-se três anos, a “Última Ceia” estava quase pronta, mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas.
O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural. Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.
Imediatamente, pediu aos seus assistentes que o levassem até a igreja.
Da Vinci copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo, que mal conseguia parar em pé.
Quando terminou, o jovem - já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos, notou a pintura à sua frente e disse numa mistura de espanto e tristeza: Eu já vi esse quadro antes!
- Quando? - Perguntou surpreso, Da Vinci.
- Há três anos, antes de eu perder tudo o que tinha, numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.
“O Bem e o Mal têm a mesma face; tudo depende apenas
da época em que cruzam o caminho
de cada ser humano”.
da época em que cruzam o caminho
de cada ser humano”.

domingo, 23 de outubro de 2011
Deus nos fala!
Na ultima sexta feira, dia 21, a nossa reunião ficou a cargo do grupo dois (Giulia, Luiz Alexandre, Lucas e André), alguns do grupo não puderam estar presentes.
Iniciamos a nossa reunião fora do salão, com a oração e animação. Apos a animação o grupo nos dividiu em dois grupos onde o grupo 1 era subdividido em dois grupos e um grupo eram os anjos e o outro os demoninhos. Dentro do salão tinham varias cadeiras espalhadas e a luz estava apagada, os anjos tinham que guiar o grupo dois para atravessarem a sala de ponta a ponta e os demoninhos tinham que atrapalhar indicando direções contrarias.
Apos todos atravessarem a sala o grupo explicou que devemos ouvir a vos de Deus, que assim como na brincadeira nós não ouvimos os anjos e erramos de caminho, na nossa vida muitas vezes o mundo nos grita caminhos errados no impedindo de ouvir a Deus.
Depois disso o grupo leu para nós uma passagem da bíblia e pediu para que cada um de nós fossemos para um canto sozinhos fazer o momento do deserto, refletíssemos sobre a passagem em silêncio para conversar um pouco com Deus.
Parabéns grupo dois, a reunião foi muito boa e nos deu a oportunidade de ter uma conversa diferente coim Deus.
Antes da oração final quatro participantes receberam o chamado para fazer o Mini TLC, a Nathalia, o Leandro, a Bianca e a Maria Heloísa. Foi um chamado muito lindo e pela graça de Deus todos aceitaram o convite.
Lembrando que nessa sexta a reunião é do grupo três ;)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Sobre amor, rosas e espinhos . . .
Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.
O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"
Bonito isso.
Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.
Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.
Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo.
Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.
Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...
Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também.
Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...
Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.
Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos... ou não.
Padre Fábio de Melo

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