terça-feira, 22 de novembro de 2011

O ponto negro


Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago. 
Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria. 
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume. 
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha. 
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. 
O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte: 
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo. 
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa. 
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta. 
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar: 
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.

Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro! O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

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