segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A graça de ser só


Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
(Padre Fábio de Melo)

É de extrema importância para Deus


Na ultima sexta do mês de fevereiro, no dia 26, tivemos a imensa alegria de ter conosco a nossa irmã em cristo Kely (Diké) para fazer a nossa reunião que teve como tema “É de extrema importância para Deus”.
No inicio de sua palestra, a Diké pediu para que nos juntássemos em duplas. A primeira coisa que fizemos foi nos juntarmos com uma pessoa conhecida e que já estava ali por perto. Então ela pediu para nos juntarmos com alguém que não conhecíamos direito ou não tínhamos muita afinidade. Depois disso nos dançamos a dança da amizade com essa pessoa e com outras que também não tínhamos muita afinidade. Ela nos mostrou que muitas vezes ficamos só junto daqueles que conhecemos, não nos importamos em fazer amizade com os outros e isso não é bom, pois em um grupo temos que ser amigos de todos e não formarmos panelas.
Depois desse momento de descontração, ela pediu para que fizéssemos um circulo e deu um numero para cada um de nós e nos ensinou uma musica onde cantávamos “perna, perna. Mão, mão” e junto com a musica tínhamos que bater em nossas pernas e depois nas mãos. Depois de aprendermos a musica ao em vez de dizer perna, perna, tínhamos que falar nosso numero e ao em vez de mão o numero de outra pessoa, depois essa pessoa dizia o numero dela e de outra e assim sucessivamente, o que nos exigia muita atenção para ouvir o nosso numero e logo pensarmos em outro numero para falarmos. Quem não falasse logo ou se enroscasse saia da brincadeira. No final sobraram o Carlinhos, o Felipe e a Mariana Vaz.
Com essa dinâmica Diké quis nos mostrar que é de extrema importância para Deus a nossa atenção para com as missões que ele coloca em nossa vida. Muitas vezes quando vamos a um encontro da igreja, por exemplo, ao invés de prestarmos atenção na palestra ficamos pensando o que vamos fazer depois, ficamos prestando atenção na roupa que a outra esta usando e ficamos reclamando da demora, quando se ao invés disso prestássemos atenção, passaria muito mais rápido e teria sido muito mais proveitoso. Quando somos chamados a fazer algo para Deus, devemos dedicar nossa atenção totalmente para aquilo e mais que isso, levar o que ouvimos para fora e assim darmos frutos.
Logo depois Diké fez conosco a dinâmica da bexiga, onde ela entregou uma bexiga para cada um de nós, pediu que enchêssemos ela e ficássemos jogando ela para cima sem deixar cair. No início foi bem fácil, pois cada um cuidava de sua bexiga, mais depois ela foi tirando algumas pessoas da roda e deixando suas bexigas, ai tínhamos que olhar a nossa bexiga e a do outro, assim algumas bexigas foram caindo. No final restaram só o Felipe e a Luana e quase todas as bexigas no chão.
A intenção da Diké foi nos mostrar que cada um de nós somos de extrema importância para Deus. Dentro de nossa comunidade se todos fizerem sua parte e cuidar para que a comunidade não cai, fica bem mais fácil do que se deixarmos tudo para os coordenadores. Não são eles que fazem a comunidade, todos tem a sua importância e se todos desanimarem os coordenadores desanimam também, pois dependem de cada um de nós para que a comunidade permaneça firme. Unidos podemos levantar ainda mais o Mini, trazer mais pessoas, preencher as cadeiras vazias e assim fica bem mais fácil de segurar o grupo. Não nos esqueçamos que todas as vezes que deixamos de ir para a comunidade é o inimigo que nos faz ter preguiça para assim deixar mais uma cadeira vazia.
Por ultimo Diké fez um bingo onde ela fazia perguntas da bíblia e nas cartelas tinham as respostas, assim quem tinha a resposta da pergunta marcava até completar a cartela toda. Os ganhadores foram o Puff e a Fernanda, para quem a Diké entregou uma lembrança que fez questão de trazer. Diké nos mostrou que é de extrema importância o conhecimento de Deus em nossa vida.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ação entre amigos :)

Pra quem não sabe, durante quatro anos consecutivos a comunidade mini tlc de santa cruz realizou um encontro de jovens chamado AFAMC (Adolescentes Fãs de Maria e Cristo), infelizmente no ano passado esse encontro não aconteceu pois as reuniões pararam por falta de participação dos minis. Mas como no meio do ano passado a comunidade do Mini conseguiu se reerguer, esse ano o AFAMC vai acontecer novamente.
Por isso nós fizemos uma rifa de uma cesta de páscoa para arrecadar dinheiro, pois precisaremos dele nas dispesas do encontro. Pedimos a todos que nos ajudem pegando um talão para vender ou comprando um numero, pois juntos será bem mais fácil conseguirmos e não pesará para ninguém.
Des de já nos agradecemos a colaboração e pedimos as orações de todos pelo encontro, pois sem oração não somos nada.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Anel

Um aluno chegou a seu professor com um problema:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa falou:
- Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.
- Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que me disse meu jovem - Contestou sorridente - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!? - Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que correu.
- Senta, disse o professor.
Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Devemos esperar e nos guardar para alguém que realmente saiba quão grande é o nosso valor e não nos preocuparmos com quem não soube o reconhecer.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Falar com Deus é o que preciso . . .

No dia 18 de fevereiro recebemos em nossa comunidade a Lurdinha, mãe de nossa amiga Mariana Vaz pra fazer conosco um momento de adoração.
Ela nos contou um pouco sobre Santa Faustina que quando criança acordava a noite para rezar e quando sua mãe dizia que ela não precisava fazer isso pois já havia rezados antes de dormir, respondia: é Jesus que esta me acordando para que eu reze.
Ela também nos falou da importância da eucaristia, que muitas vezes quando vamos à missa entramos na fila como se estivéssemos entrando em uma fila qualquer. Se compreendêssemos como ela é importante iríamos a missa todos os dias para recebe – lá.
Depois disso Lurdinha fez um momento de intensa reflexão onde em meio a passagens da bíblia e canções fez com que nos sentíssemos ainda mais perto de Jesus, e para encerrar nos fez lembrar que podemos encontrar Jesus o mais perto que podemos imaginar: no irmão que está ao nosso lado.


"Na oração encontro calma, na oração encontro paz, orar a Deus faz bem à alma, falar com Deus me satisfaz. Falar com Deus, que privilégio abrir a alma ao Criador. Sentir que os céus estão abertos e ouvir a voz do Salvador.Grande é o nosso Deus e as obras que Ele faz. O Seu amor não tem limites, em Seu perdão encontro paz. Falar com Deus é o que preciso, pois Ele é fonte de poder. Só Nele a vida faz sentido, pois me dá forças pra viver."

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Arquivo secreto


No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas para cartões. Aqueles cartões que existem em bibliotecas públicas, de arquivo de livros, etc. Mas estes arquivos, além de irem do chão ao teto, pareciam não ter fim e tinham também títulos bem diferentes.
Quando me aproximei destes arquivos, o primeiro título a me chamar atenção foi "Garotas de quem eu gostei". Abri-o e comecei a ver os cartões um por um, para logo fechar a gaveta, surpreso em reconhecer os nomes ali escritos.
De repente, sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava. Esta sala sem vida, era, na realidade, o catálogo da minha vida. Aqui estava tudo organizado por ações, todos os meus momentos, grandes e pequenos, em detalhes que minha mente não podia acompanhar. Um senso de curiosidade e espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo. Algumas me traziam belas alegrias e contentamento, saudade e memórias. Outras me traziam uma vergonha tão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguém me espiando. O arquivo intitulado "Amigos" estava ao lado do arquivo "Amigos que traí". Os títulos iam do mero mundano à extrema loucura: "Livros que li", "Mentiras que contei", "Conselhos que dei", "Piadas das quais ri". Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão: "Coisas que gritei aos meus irmãos". Em outros não havia a menor graça: "Coisas que fiz quando estava com raiva", "Palavras que proferi contra meus pais por trás deles". Eu não parava de me surpreender com cada conteúdo que se apresentava. Alguns arquivos tinham normalmente mais cartões do que eu esperava. E outras vezes, menos do que eu sonhava. Eu estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida. Como eu pude ter tido o tempo necessário para escrever esses milhões e milhões de cartões, cada um em sua exatidão?!? Mas cada cartão confirmava uma verdade. Cada um deles eu havia escrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura em todos.
Quando puxei o arquivo "Erros que cometi", vi que o arquivo crescia para conter todo o seu conteúdo. Depois de puxar uns 4 ou 5 metros resolvi fechá-lo mais envergonhado do que nunca. Não somente pela qualidade depravada do seu conteúdo, pelas pessoas que magoei e também pelo vasto tempo perdido em minha vida que todo aquele arquivo representava.
Cheguei então num arquivo intitulado "Atitudes imorais". Senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Fiquei todo arrepiado com o conteúdo. Senti-me muito mal em saber que estes momentos haviam sido gravados. Uma raiva animal tomou posse de mim. Um pensamento então me disse: "Ninguém deve saber da existência desses cartões! Ninguém deve entrar nesta sala! Tenho que destruir tudo!". Em frenéticos e loucos movimentos puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo infinito. O tamanho do arquivo não importava. Nem o tempo que eu levaria para destruí-lo.
Quando a gaveta saiu, joguei-a no chão, de cabeça para baixo, e descobri que todos os cartões estavam grudados! Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los. Não consegui. Peguei um só então. Era duro como aço quando tentei rasgá-lo. Derrotado e cansado, retornei a gaveta de volta ao seu lugar e encostando minha cabeça contra a parede, deixei um triste suspiro sair de mim.
Foi então que eu vi: um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado. A argolinha para puxar brilhando de limpa debaixo do título "Pessoas com quem falei de Cristo." Puxei o arquivo - 5 centímetros de comprimento. Eu podia conter os cartõezinhos em minha mão. Aí, então, as lágrimas vieram. Comecei a chorar. Soluços tão profundos que machucavam meu estômago e me faziam tremer todo. Caí de joelhos e chorei mais e mais. Chorei de vergonha, de pura vergonha. A infinita parede de arquivos, já embaçada pelas minhas lágrimas olhava de volta para mim, imóvel, insensível. Pensei: "Ninguém pode entrar aqui. Tenho que trancar esta sala e destruir ou esconder a chave."
Quando tentava enchugar as lágrimas eu O vi. Não! Ele não! Não aqui! Todo mundo, menos Jesus! Olhei-O, sem poder fazer nada, enquanto ele aproximou-se das gavetas e começou a abrí-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos. Eu não podia ver a qual era a Sua reação. Nos momentos em que tomava coragem suficiente para olhar em Seu rosto, eu via uma tristeza bem mais profunda do que a minha. E parece que Ele ia exatamente nos piores títulos. E Ele tinha que ler cartão por cartão? Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando, desde o outro lado da sala onde estava. Olhou-me com dó em Seus olhos. Não havia nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e comecei a chorar, cobrindo minha face com as mãos. Ele andou até mim, abraçou-me, mas não me disse nada. Ah! Ele poderia ter dito tantas coisas! Mas não abriu a boca. Simplesmente chorou comigo.
Depois, levantou-se e dirigiu-se para a primeira fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta, numa altura que eu não alcançava, tirou o primeiro cartão e assinou o Seu nome. E assim começou a fazer com todos os cartões. Quando percebi o que Ele estava fazendo gritei "Não!" bem alto, correndo em Sua direção. Tudo o que eu podia dizer era: "Não!" "Não!". Seu nome não deveria estar nestes cartões. Mas ali estava, escrito num vermelho tão rico, tão escuro e tão vívido. O nome de Jesus cobriu o meu. Estava escrevendo com Seu próprio sangue. Ele olhou para mim um tanto triste e continuou a assinar. Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta, Ele já estava ao meu lado. Colocou a mão no meu ombro e disse-me: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões, e dos teus pecados não me lembro", "Está consumado." Levantei-me e Ele levou-me para fora daquela sala. Não existia fechadura na porta, e ainda existem muitos cartões a serem escritos.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.João 3.16-17

Hoje o céu se abre para irmos ao encontro de Jesus

No dia 11 de fevereiro, tivemos a alegria de receber a Ana Paula para fazer nossa reunião e compartilhar conosco um pouco de sua história.
Ana nos contou de seu primeiro encontro com Deus que aconteceu em um retiro onde ela foi apenas por que ganharia nota de uma professora que era bastante religiosa e de como a partir daí começou sua Caminhada na comunidade de jovens são Benedito, de seu segundo encontro com Deus em seu TLC e dos presentes que recebeu e ainda recebe de Deus, como ter trabalhado no mini TLC, depois no ano seguinte ter coordenado a secretaria do mini, de ter coordenado o segundo AFANC De Ourinhos e do ultimo chamado que Deus fez a ela para coordenar o TLC da forania de santa cruz nesse ano.
Após nos ter dado o seu testemunho, Ana fez conosco uma reflexão onde leu a belíssima história “Arquivo secreto” e depois fez um momento onde pediu para que o Felipe se vestisse de Jesus e em meio a palavras que nos faziam refletir sobre nossa vida deixou aberto espaço para quem quisesse abraçar e falar algo para Jesus. Foi lindo, muitos se sentiram tocados e se emocionaram ao refletir sobre seus atos e ao abraçar Jesus.
Que Deus, em sua infinita misericórdia, possa sempre abençoar a vida da Ana Paula, para que ela continue sempre firme e forte na caminhada, aceitando todos os presentes e desafios que Ele colocar em suas mãos, amém!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aceite-me como sou!

Esta é a história de um soldado que, finalmente voltava para casa, depois de ter lutado no Vietnã. Ele ligou para os pais em São Francisco:
- Mamãe, Papai, estou voltando para casa, mas antes quero pedir um favor à vocês. Tenho um amigo que eu gostaria de levar junto comigo.
- Claro, eles responderam. Nós adoraríamos conhecê-lo também!
Há algo que vocês precisam saber antes, continuou o filho. Ele foi terrivelmente ferido em combate. Pisou numa mina e perdeu um braço e uma perna. Pior ainda é que ele não tem nenhum outro lugar para morar.
-Nossa!!! Sinto muito em ouvir isso, filho! Talvez possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar para morar!
-Não mamãe, eu quero que ele possa morar na nossa casa!- Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo? Você não tem noção da gravidade do problema?
A mãe concordando com o marido reforçou:
- Alguém com tanta dificuldade seria um fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não queremos uma coisa como essa interfira em nosso modo de viver. Acho que você poderia voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo!
Nesse momento o filho bateu o telefone e nunca mais os pais ouviram uma palavra dele.
Alguns dias depois, os pais receberam um telefonema da polícia, informando que o filho deles havia morrido ao cair de um prédio. A polícia porém acreditava em suicídio.
Os pais, angustiados voaram para a cidade onde o filho se encontrava e foram levados para o necrotério para identificar o corpo.Eles o reconheceram e, para o seu terror e espanto, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna!

Os pais nessa história são como nós, achamos fácil amar aqueles que são perfeitos, bonitos, saudáveis, divertidos, mas não gostamos das pessoas que nos incomodam ou não nos fazem sentir confortáveis.
Esta noite, antes de dormir, façamos uma prece a Deus, para que nos dê as forças que precisamos para aceitar, sem restrições, as pessoas como elas são, mesmo que diferentes de nós.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O vestido azul . . .


Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita que freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado; a criança quase sempre se apresentava suja e suas roupas eram muito velhas e maltratadas.
O professor ficou penalizado com a situação da menina: Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?
Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos e cortar suas unhas.
Quando acabou a semana, o pai falou: mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim.
Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.
Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania. E tudo começou com um vestido azul.

Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.
Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.
Será que cada um de nós está fazendo A SUA PARTE no lugar em que vive? Ou será que somos daqueles que somente apontam os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito?
Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada. É difícil reconstruir um Planeta, mas É POSSIVEL DAR UM VESTIDO AZUL.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O amor de Deus por nós

Na nossa primeira reunião do mês de fevereiro, no dia 4, tivemos o prazer de ouvir as palavras de nosso amigo João Paulo Vaz que nos falou sobre o amor de Deus por nós.
Não há como compreender o amor que Deus tem por nós, nem se tentássemos compreender uma pequena parte desse amor conseguiríamos, pois o amor de Deus por nós não tem limites.

"Eu fico tentando compreender o que nos teus olhos pôde ver. Aquela mulher na multidão, que já condenada acreditou.Que ainda havia o que fazer, que ainda restara algum valor e ao se prender em teu olhar por certo haveria de vencer.
E assim fizeste a vida retornar aos olhos dela, e quem antes condenava se percebe pecador.
Teu amor desconcertante, força que conserta o mundo, Eu confesso não saber compreender.
Sou humano demais pra compreender, humano demais pra entender este jeito que escolheste de amar quem não merece. Sou humano demais pra compreender, humano demais pra entender que aqueles que escolheste e tomaste pela mão geralmente eu não os quero do meu lado.
Eu fico surpreso ao ver-te assim, trocando os santos por Zaqueu, e tantos doutores por Simão,
alguns sacerdotes por Mateus. E, mesmo na cruz, em meio a dor, um gesto revela quem tu és:
Te tomas amigo do ladrão só pra lhe roubar o coração. E assim foste o contrário, o avesso do avesso. E por mais que eu me esforce, não sei bem se te conheço.Tu enxergas o profundo, Eu insisto em ver a margem. Quando vês o coração, Eu vejo a imagem."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

- Micareta com Jesus -


Nesse sábado, dia 5 de fevereiro, em Timburi, a partir das 22hrs, no centro comunitário II

---*---* INGRESSOS POR APENAS R$ 2,00 *---*---

- MINISTÉRIO REFLEXO, MINISTÉRIO BR7 E DJ JAPA

Esse é um dos eventos realizados pela forania de Piraju para arrecadar dinheiro para o NOSSO MINI TLC que será novamente junto com a forania deles, portanto nada mais justo do que irmos participar também, pois afinal o Mini também é nosso! Será feita uma lotação daqui de Santa cruz para irmos para lá, quem quizer ir, dar o nome até quinta feira no terço do TLC (quem quiser pode mandar os nomes pelo Orkut do mini até quinta, que nós passaremos para os responsáveis).

Lembre-se que ser Mini ou TLCista não é só quando você esta na casa fazendo ou trabalhando no encontro, e sim quando você vive e ajuda o movimento de alguma forma, portanto vamos ajudar!

"EIS QUE EU ENVIO MEU MENSAGEIRO DIANTE DE TI PARA TE PREPARAR O CAMINHO." ( Matheus 11, 10)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Devemos ter coragem, mas não para as coisas do mundo. Temos que buscar grandes conquistas, mas não destruir o que o outro já conquistou.


Na ultima sexta feira do mês de janeiro, dia 28, tivemos a presença de nosso querido e sorridente irmão em cristo João Paulo.
Ele fez uma dinâmica sobre a coragem, onde era passado um envelope de pessoa para pessoa e nesse envelope havia um castigo. Muitos queriam passar logo o envelope para não ter que fazer o castigo e muitas vezes na nossa vida também é assim; temos medo de arriscar, medo de tentar e muitas vezes perdemos grandes oportunidades por nos faltar essa coragem.
Na segunda dinâmica feita pelo João ele entregou um papel para cada um e em cada papel havia o nome de um animal. Ele jogou alguns bombons no chão e disse que na hora que ele falasse o nome do animal era para quem tivesse pegado esse nome pegar os bombons. Como esperado, um queria chegar mais rápido que o outro para pegar o bombom sem se importar se ia empurrar ou deixar o outro sem nada. Muitas vezes em nossa vida nos deparamos com pessoas dessa maneira, que passam por cima das outras ou as passam para trás somente para conseguirem o que querem.
Após a dinâmica João contou que teve em um momento de sua vida onde teve que lidar com pessoas desse tipo que quiseram passá-lo para traz em um local onde trabalhava, mas ele engoliu, com a graça de Deus conseguiu suportar, arrumou algo melhor e hoje não sofre mais com problemas desse tipo.
Que Deus nos de coragem para alcançarmos nossos sonhos e objetivos e que ele nos permita que tudo o que conquistarmos em nossa vida seja por nossos próprios méritos e não por mas intenções, amém!