segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sabor e sentido . . .
Todos
aqueles que
já partiram e todos
aqueles
que ainda nascerão.
Esta existência terrena é como
a leve brisa
que mal chegou
e já passa. Não convém que
nos apeguemos
a ela em demasia.
Vidas que,
feito nuvens passageiras,
a brisa do tempo
desmancha.
Os avós dos
teus bisavós,
como se chamavam? Os netos dos
teus bisnetos,
quantos serão?
Do bolo do tempo, não mais
do que uma fina fatia nos é destinada.
Após as poucas décadas de nossa existência terrena, seremos chamados a partir
– como todos aqueles que nos antecederam. Diante da eternidade,
quão insignificante e diminuta a fatia.
Oitenta anos
– um sopro, uma migalha...A vida não passa de um instante,
mas basta este instante para
empreendermos coisas eternas.
De todos os mistérios que
nos acompanham e assombram
durante a nossa caminhada terrena, talvez o mais instigante seja
o mistério da duração da vida terrena.Uns passam dos cem anos de idade,
enquanto outros não chegam aos quarenta. A única certeza é a de que todos nós,
mais cedo ou mais tarde,
um dia partiremos.
Ninguém sabe o dia, a hora, ou a circunstância
em que será convocado a deixar para trás
esta morada terrena.Fazemos nossos planos,
sem saber quanto tempo ainda nos resta. A única certeza é a fragilidade e a impermanência da existência terrena.
Existem os bens
do mundo, e existem
os ornamentos
da alma. A nossa caminhada terrena somente terá
sabor e sentido
se aproveitarmos
os nossos dias e
as nossas noites
para acumular
bens eternos.Os bens materiais acumulados serão deixados para trás
por ocasião da nossa morte física.Os nossos bens verdadeiros são
os bens imateriais,
que acompanham
a alma mesmo
após a partida deste plano terrestre.
A Justiça,
a Bondade,
a Caridade,
a Compaixão
e a Retidão,
o Amor e
o Perdão, a Pureza de Coração, As virtudes
do coração,
a dignidade
da alma, que embelezam
e que conferem
sabor e sentido
para a nossa existência.

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