
domingo, 10 de abril de 2011
"A criação geme em dores de parto"

No dia 08 de abril, tivemos a presença da Dani esposa do Alessandro e mãe do lindo Rafael para nos falar um pouco sobre o tema da campanha da fraternidade desse ano que é “Fraternidade e a vida no planeta”e nos fez pensar no significaria a expressão do lema da campanha “A criação geme em dores de parto”.
Nos já estamos cansados de ouvir sobre o aquecimento global, as queimadas, os terremotos, os maremotos e todas as outras tragédias que acontecem diariamente e são retratadas nos jornais. Mas o que nós estamos fazendo para mudar isso? Será que estamos apenas ouvindo isso e achando normal?
Temos que nos lembrar que o que acontece hoje terá uma conseqüência no amanhã. Que mundo deixaremos para nosso filhos? E para nossos netos? E para os nossos bisnetos?
Dani nos dividiu em dois grupos, nos entregou fita crepe, tiras de papel crepom e pediu que em cinco minutos fizéssemos a maior corrente que conseguíssemos. Ao acabar o tempo cada grupo mostrou a sua corrente e Dani explicou que a intenção não era ver qual grupo fazia a corrente maior, mais sim nos mostrar que sozinhos não teríamos conseguido fazer a corrente, portanto precisamos uns dos outros para ter mais força, e que se juntássemos as duas corrente ficaríamos mais fortes ainda.
É claro que sozinhos não conseguiremos mudar todo o mundo, mas ninguém quer que façamos isso. Basta apenas que façamos a nossa parte, que deixemos de jogar o nosso papel no chão, que fechemos a nossa torneira, que não abusemos de nossa energia. Assim, se cada um se preocupar com o seu espaço, todo o mundo ficara melhor.
O mundo em que vivemos esta se tornando cada vez mais egoísta, só se pensa no eu, no Japão por exemplo onde aconteceu aquela terrível tragédia que todos devem ter acompanhado pela TV, vamos parar para pensar: como é aquela pais? Será que eles se preocupam só com o ter? só com o dinheiro? Temos que pensar mais nas pessoas e aprender a ver a necessidade dos outros também e não só a nossa.
Recentemente aconteceu também aquela tragédia na escola do rio de janeiro. Imaginem quantos sonhos foram tirados, quantas famílias destruídas, quantas crianças traumatizadas.
É por tudo isso que a criação geme em dores de parto, não só pelas árvores derrubadas ou pela fúria do mar, mas também por aquilo que o homem faz de ruim para o seu próximo.
Ninguém é uma ilha
Colhemos o que plantamos. Precisamos estar conscientes que tudo o que fazemos tem uma repercussão um dia ou outro.
Mas colhemos também o que não plantamos. Como estamos nessa terra imensa que gira, gira e sempre volta ao mesmo lugar, colhemos o que plantam outras pessoas, feliz e infelizmente.
Colhemos o que plantam nossos filhos, pais, amigos... e a sociedade de forma geral. Todos os caminhos que escolhemos geram mudanças nas vidas de outras pessoas e vice-versa.
Se fôssemos uma ilha, tudo estaria centrado em nós. Teríamos o mundo em volta e sobreviveríamos. Mas não... não somos uma ilha e precisamos uns dos outros.
Uma ilha, por mais bela que seja, isolada no meio de um oceano, sem dar e sem receber, não passa de uma ilha solitária.
Não podemos viver sós, a sós, só pensar em nós. Não fomos feitos pra isso. Precisamos de amor, compreensão, do dar e receber, de mãos estendidas e precisamos compartilhar.
O convívio com outras pessoas é enriquecedor e acontece de ser também cheio de desapontamentos, o que nos faz crer que seria melhor evitar relacionamentos.
Muitas vezes é justamente quando alguma coisa dói em nós que nos sentimos vivos. Percebemos que ainda temos sensibilidade, emoções que se afloram e nos fazem até chorar, mas são elas que dão sentido à nossa vida.
Precisamos sentir a vida e os corações que pulsam dentro dela, provar do amargo e do doce e ter a certeza de não estarmos sós.
A solidariedade é a ponte que vai nos ligando uns aos outros, como uma grande corrente onde mãos se tocam e se sustentam e dizem ao mesmo tempo: "preciso de você" e "pode contar comigo."
Após nos ler o texto “Ninguém é uma ilha” Dani quis deixar forte em nossos corações a mensagem que precisamos um do outro e pediu que nos abraçássemos e disséssemos uns aos outros “preciso de você e você pode contar comigo”.

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